Um passeio evocativo pela Cidade Velha

Conhecido como Centro Histórico de Belém, o bairro tem como característica principal a herança arquitetônica do período Brasil-Colônia. Reúne exemplares de casarões revestidos com azulejos portugueses, igrejas e capelas. As construções mais antigas datam do século XVII.

Uma das delícias da capital paraense é, sem dúvida, o passeio pelas ruas evocativas da Cidade Velha. É no bairro do Centro Histórico que se pode visitar a Casa das 11 Janelas, construção do século XVIII, que passou por restauração que conservou suas características originais e a transformou em centro cultural; o Forte do Castelo, cujo pórtico foi erguido em 1616, e fica no local da primeira construção da cidade, abriga o Museu do Presépio.

Também na Cidade Velha está a Igreja da Sé, de onde sai o Círio de Nazaré, no mês de outubro. Com fachada em estilo barroco por fora e neoclássico por dentro, é iluminada por 28 candelabros de cobre.

Construída no século 17, sua beleza arquitetônica é reconhecida mundialmente. O projeto é assinado pelo arquiteto Antônio Landi, responsável por grande parte da arquitetura de Belém, especialmente no bairro da Cidade Velha; e o belo Museu de Arte Sacra, que fica em uma igreja do século XVIII e guarda mais de 300 peças em seu acervo.

Ainda como parte do roteiro evocativo, chega-se à Ladeira do Castelo, primeira rua de Belém, que liga a Feira do Açaí ao Largo da Sé, onde se encontram bares e restaurantes antigos e simples. Vale ainda visitar a Igreja do Carmo e a Capela São João. Perto do Mercado do Ver-o-Peso está a Praça do Relógio, cujo relógio inglês, levantado na década de 30, tem 12 metros de altura.

A Praça Dom Pedro II é outra marca histórica da Cidade Velha. Considerada o "centro administrativo da Belém antiga", a praça abriga os poderes Legislativo, Judiciário e Executivo. É nesse antigo bairro que está guardada a memória dos índios, negros e portugueses, pioneiros no povoamento da cidade.

O bairro guarda infinitas riquezas do Império e da Era da Borracha, época de ouro da história paraense, seja em seus museus, galerias, arquivo público ou em sua arquitetura antiga.

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Desfiladeiro
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