| TAPAJÓS SANTARÉM
“Pérola do Tapajós” é ponto de partida do ecoturismo no Pará
Santarém data do século XVII, herança da colonização portuguesa ao longo do rio Amazonas. Ponto de escala entre Belém e Manaus, para a navegação fluvial, e depois para a navegação aérea, é até hoje o grande entreposto para o interior do Baixo Amazonas, onde se localiza.
Aqui, o turista vai conhecer o aspecto monumental da Amazônia.
Logo ao chegar, poderá ver o encontro das águas do barrento Amazonas e do Tapajós, em tons esverdeados. Por quilômetros, as águas dos dois rios podem ser distinguidas, correndo lado a lado.
Terá, ainda, a sensação da grandiosidade amazônica: em Santarém, a largura do rio Amazonas é de quilômetros, e, nos meses em que ocorre a cheia do grande rio, não é possível avistar a margem fronteira.
Verá de perto, ainda, como o rio forma ilhotas fluviais, depositando terra que arrancou em outros lugares, e como a vida selvagem rapidamente toma conta delas: garças, biguás e cobras caçam na vegetação que surge com a ilha.
Na cidade, antigos solares novecentistas relembram a riqueza do látex da borracha, e museus remetem para tempos mais antigos ainda: povos pré-colombianos desenvolveram, aqui, uma cerâmica delicada, rica em detalhes e representações de animais, homens e seres míticos, simbolizada pelo muiraquitã, um pequeno amuleto de jade, em forma de sapo, ligado à lenda das Amazonas, que deu nome ao grande rio.
Nos arredores, uma praia de areias alvas, água clara, morna e de um azul transparente: Alter do Chão é a mais bela das dezenas de praias ao longo do rio Tapajós, parada obrigatória dos transatlânticos que percorrem o Amazonas e palco da festa do Çairé, a maior manifestação cultural do Oeste do Pará.
Também nos arredores, a Floresta Nacional do Tapajós e suas trilhas sob árvores gigantescas permite vivenciar o interior da selva primitiva.
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