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MARAJÓ SALVATERRA O QUE FAZER

Sem pressa, os segredos vão se revelando

Praia Grande, em Salvaterra. Foto: Geraldo RamosPraia Grande, praia dos Pescadores, praia Grande de Joanes. Sem dúvida, o turista vai se sentir dividido entre tantos lugares. Em sua maioria, são de água salobra, uma das peculiaridades das praias marajoaras.

Quem aprecia tranqüilidade, praias a perder de vista (algumas com mais de 1 quilômetro de extensão), sombra e natureza, não pode escolher melhor lugar para ficar.

Foto: Carlos SilvaO arquipélago também é propício à prática de surf, cavalgada, enduro, canoagem, pesca esportiva e off road. No Marajó, o conceito de ecoturismo se materializa. A quantidade de ilhas e igarapés enriquece o lugar.

Na Ilha do Farol, o turista pode caminhar por toda costa que há no período de baixa maré. Também é permitida a pesca de crustáceos. Quem quer conhecer mais sobre o local, é só conversar com os pescadores da região. Com certeza não vai faltar gente disposta a mostrar os tesouros naturais escondidos no Marajó.

Há também os igarapés. No "Deus Ajude", que fica na vila de mesmo nome, o turista vai descobrir que a claridade das águas permite a visualização dos peixes. Ali, a pesca de Tucunaré é comum. Já o igarapé de Caraparu nasce em uma reserva biológica e deságua na Praia Grande de Salvaterra. O igarapé de água doce, escura e fria, ao se misturar com a água salgada provocada pelo fluxo de maré, apresenta um equilíbrio térmico. Às suas margens encontra-se uma vegetação de ajuruzeiros e cajueiros mantendo suas características originais.

Foto: Carlos SilvaSe você estiver interessado em turismo rural, a melhor opção é ficar na área dos campos, que ocupam cerca de 30% de Salvaterra. Durante a época de cheias tornam-se alagados. Há regiões que ficam inacessíveis. Apenas os búfalos e os cavalos marajoaras conseguem transitar.

Ocupando cerca de 30% da área do município, nos campos localizam-se os hotéis fazendas distantes cerca de 25 minutos de carro (durante o período de seca), 40 minutos de voadeira (pequena lancha) e 1h30 de barco.

“...Salvaterra é um segredo, um presente fechado..”

Foto: Carlos SilvaDescobrir os segredos de Salvaterra exige tempo. E o que não faltam nessa terra são segredos. Os furos, localizados na extensão do rio Paracauary, expõem belas peças naturais. É possível observar várias espécies de pássaros, como araras, tucanos, garças, guarás, papagaios e periquitos, além de diversos outros animais como macacos e cobras. Navegáveis apenas por canoas na maré alta, os caminhos são de curvas sinuosas e estreitas, com grandes raízes de mangue.

É importante ter sempre um guia local nos passeios; caso contrário, o turista corre o risco de se perder diante da imensidão do lugar.

Descubra alguns dos encantos neste pequeno roteiro da cidade:

Igreja de Nossa Senhora da Conceição

Nossa Senhora da Conceição é a padroeira do município. Em sua homenagem foi construída, em 1911, uma igreja, que está situada na Praça Magalhães Barata, na sede municipal.

Igreja de São Francisco

Foi construída pelos espanhóis em época desconhecida, talvez anterior ao ano de 1867.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Localizada em Joanes, a igreja desperta a curiosidade dos visitantes por manter em seu interior uma imagem da Santa, esculpida em madeira, com 1,5 m de altura.

Dois Poços
Até os dias atuais, são contadas pelos mais antigos histórias sobre esses poços que foram construídos pelos jesuítas e representavam uma divisão social: um era utilizado pelos portugueses e o outro, pelos escravos. Localizam-se na Vila de Joanes e Monsarás.

Cais de Arrimo
Construído pelos espanhóis por ocasião da união de seu país com Portugal para ignorar o Tratado de Tordesilhas, que dividia as novas terras da América entre Portugal e Espanha.

Ruínas de Pedra
Os jesuítas, no Século XVII, construíram a primeira igreja de Salvaterra, na localidade de Joanes. Entretanto, com o passar dos tempos, ela foi se deteriorando. Hoje, o que resta da construção são suas ruínas, que despertam curiosidade e interesse dos visitantes.

 

 

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