| MARAJÓ O QUE FAZER
" E no silêncio uma folha caída
Uma batida de remo a passar
Um candieiro de manga comprida
Um cheiro bom de peixada no ar..."
("Pauapixuna" - Paulo André/Ruy Barata)
No Marajó não há pressa. No lugar, a tranqüilidade dita o ritmo do dia-a-dia da terra. Terra, aliás, povoada de histórias de um povo antigo. Onde as lutas, vitórias, derrotas e linguagem podem ser conhecidas em uma visita ao Museu do Marajó, na cidade de Cachoeira do Arari. Lá, as nuances do povo do Marajó são traduzidas em peças e fragmentos expostos.
No Museu há também a Casa da Piranha - lugar destinado à preservação da espécie. O visitante pode ter contato também com a realidade dos moradores do Marajó, saboreando o tradicional "queijo do Marajó" ou simplesmente se encantando pelo ritmo das danças folclóricas e belezas do artesanato marajoara, rico em detalhes e simbologias.
Mas se a finalidade é conhecer a ilha de forma peculiar, basta ir a uma das fazendas que existem no local e escolher a montaria. O búfalo ou o cavalo marajoara são ideais para descobrir as vastas extensões do lugar. Há também trilhas ecológicas e passeios de barco.
As praias completam o cenário do Marajó. A do Pesqueiro, Araruna e Barra Velha ficam próximas do centro de Soure. Em Salvaterra, estão as praias de Joanes, Monsarás e Grande. A maioria, de areias brancas, pequenas dunas e água azul. Nas praias mais movimentadas, há barracas rústicas que servem bebidas e petiscos.
Para quem procura esportes radicais, o Marajó também é ótima opção. Na época da maré cheia, a prática do rafting, onde se desce os rios a bordo de um bote, é uma dessas emoções imperdíveis. Já para os adeptos de um passeio mais tranqüilo, a dica é aproveitar a maré baixa e andar de bicicleta pelo litoral das lindas praias do Pesqueiro (Soure) e dos Pescadores (Salvaterra).
No Marajó também acontece um dos fenômenos mais apaixonantes da natureza: a pororoca. Nome dado ao encontro entre as águas do rio Amazonas e as do Oceano Atlântico e que acontece de maio a julho. O melhor lugar para a observação é da Ilha de Caviana, com cinco mil metros quadrados.
|